https://www.wheredidshegothistime.com Days 16-19 Krasnoyarsk, Russia

To travel is to live.

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© Filipa D'Oliveira 
Exploring the world with Canon & GoPro.

© Filipa D'Oliveira 

A explorar o mundo com Canon & GoPro.

Days 16-19 > Krasnoyarsk, Russia

December 8, 2018

 

   (EN)  Before getting to Krasnoyarsk I had a 34h train ride from Yekaterinburg. They were the funniest so far!

   When I entered the compartment there was nobody else but after 10 minutes three giant guys came in. My first thought was "Oh sh*t!" :D  But 5 minutes more and I had a 3rd place wrestling medal and a beer on my hands! Out of nowhere there were six of them trying really hard to speak English and getting to know me. They were all policemen & wrestlers from Siberia - at some point I just felt super safe and protected! ;)

   I've spent almost their whole ride at the dining carriage drinking with one of them, Ilya, who was literally sweating to mime and spit the few English words he knew (no Google, the real challenge ;D)

  At around midnight they left and I slept like a baby, all by myself with the window half open and the snow running against my face because, as you can see on the next picture, there was no air conditioner this time so it was hell! \o/

   Later in the next afternoon I got a 51 year old roomie who only spoke Russian and German so it was a really nice challenge for both of us - before leaving she gave me a full box of Ferrero Rocher (I took it as a reward! haha)

 

 

   (PT)  Antes de chegar a Krasnoyarsk ainda tive pela frente uma viagem de comboio de 34h desde Ekaterinburgo. Até agora foram as mais engraçadas!

   Quando entrei no compartimento estava sozinha mas passados 10 minutos entraram três homens gigantes. O meu primeiro pensamento foi: "Oh, m*rda!" :D  Mas nem 5 minutos depois já tinha uma medalha de 3º lugar de Wrestling e uma cerveja nas mãos! De repente eram seis deles lá enfiados a tentarem com muito esforço comunicar comigo em Inglês. Eram todos polícias e lutadores de wrestling da Sibéria - a dada altura já me sentia super segura e protegida! ;)

   Passei quase toda a viagem deles a beber com um deles na carruagem-restaurante. O coitado do Ilya suava para fazer mímica e cuspir as poucas palavras de Inglês que se lembrava (não havia Google desta vez, foi o verdadeiro desafio ;D)

   Por volta da meia noite eles foram-se embora e eu dormi que nem um bebé, sozinha no compartimento, de janela meia aberta e a neve a embater-me na cara porque, como podes ver na próxima fotografia, desta vez não havia ar condicionado portanto era o inferno lá dentro! \o/

   Durante a tarde do dia seguinte entrou uma senhora de 51 anos. Muito querida, mas só falava Russo e Alemão portanto foi um desafio bastante interessante para ambas - antes de se ir embora, ofereceu-me uma caixa inteira de Ferrero Rocher (aceitei como prémio pelo esforço! haha)

 

 

 

 

   (EN)  On the train to Krasnoyarsk (where you just get internet on these pit stops along the way) I got an email from booking.com saying that the place I had booked a month earlier (InWood Hostel) cancelled on me 15 hours before my arrival (cool, ahm?!) so I had to book another one last minute. (In the end... Everything happens for a reason ;)

   Elena, the girl who checked me in at Hovel Hostel was amazing and let me do it at 7am when it was supposed to be done after 12pm. I charged my batteries for 3 hours and started exploring the new destination. I felt as if I'd just traveled in time. And that for me was the best of this city. Here I started feeling the real Siberia - thanks to the really old houses and the really low temperatures!

   The first day was fine, it was snowing all day long so it wasn't so cold (still very cold, but not Leonardo-Dicaprio-after-Titanic-sank cold!)

   One thing you might realize when you come to Russia is that in almost every city the main streets/avenues (ulitsa/prospekt) is called either Mira, Karla Marksa or Lenina - easy to memorize ;D Well, in Krasnoyarsk you have the 3 of them, all parallel to each other, and that's basically where everything happens!

 

 

   (PT)  No comboio para Krasnoyarsk (onde só apanhas internet naquelas paragens rápidas pelo caminho) recebi um email do booking.pt a dizer que o querido hostel que tinha reservado com um mês de antecedência (o Inwood Hostel) não me poderia receber (isto a 15 horas de chegar à cidade - porreiros, não são?!), então tive de marcar outro à última da hora. (No fim... Nada acontece por acaso ;)

   Elena, a rececionista do Hovel Hostel, era super simpática e deixou-me fazer o check in às 7h da manhã quando era suposto entrar só depois do meio dia. Carreguei as minhas baterias por 3 horas e comecei a explorar o novo destino.

   A minha primeira impressão foi: "Viajei no tempo!". E para mim isso foi o melhor desta cidade. Aqui comecei a sentir-me mesmo na Sibéria - graças às suas casas muito antigas e às suas temperaturas muito baixas!

   O primeiro dia passou-se bem, estava a nevar portanto é sempre menos frio (bem, claro que estava frio, mas não era aquele frio tipo Leonardo Dicaprio depois do Titanic afundar!)

   Uma coisa que vais reparar quando vieres à Rússia é que quase todas as ruas/avenidas (ulitsa/prospekt) principais são chamadas de Mira, Karla Marksa ou Lenina - fácil de memorizar ;D  Em Krasnoyarsk tens as três em paralelo e é basicamente aí que tudo acontece!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   (EN)  The second day, December 1st 2018, was the coldest day of my life so far. (And I mean 'so far' because Mongolia is still waiting for me and in theory it will be the coldest place of the whole trip! :D)

   I woke up with a girl checking in the same bedroom as I was. She started talking to me in Russian and I answered - with my low hopes - I didn't speak the language. But her answer was "Ah, it's fine! I'm also not Russian, I'm just studying here!"

   Wow, the second foreigner in two weeks! Ivana was from France and was living in Irkutsk, it was her second time in Krasnoyarsk but the first during winter. I told her I would love to go to Stolby national park but it was super tough outside so I wasn't sure if it was the best idea. She still tried to ask for some tips to the receptionist but he also advised us not to go...

   At some point somebody rang the bell and we heard this weird uncommon language called English being spoken. I was like "no way! Two foreigners in one day is like a miracle!". And it was indeed! Carlo was from Switzerland and he was also doing a part of the Trans Siberian/Trans Mongolian railway by himself. He had just come from Mongolia and Ulan Ude (my two upcoming destinations) and he gave me a lot of nice and important tips!

   We decided then to go together for lunch and for a walk. Since we couldn't go to the national park, Ivana told us there was a small forest by the university and we could spend some time there after eating. The moment we stepped foot outside the hostel everything froze - eyelashes, cheeks, nose, that constant drop inside of the nose... Basically those 5% of our bodies that weren't covered!

   We had a pretty nice lunch so we got strong enough to face the -28'c (real feel -43'c, according to my phone). We got into a bus that took us literally out of town and dropped us in the middle of nowhere, next to the University of Siberia. Oh, we did indeed feel Siberia over there! The wind was so strong, it only calmed down when we hid among the trees.

   I'll leave you with the proof of our adventure. We survived and still had pancakes for dinner later and drank to keep warm! ;D

 

   With love, 

   Filipa ;*

 

 

   (PT)  O segundo dia, 1 de Dezembro de 2018, foi, até agora, o dia mais frio da minha vida. (E digo 'até agora' porque ainda me espera a Mongólia que é suposto ser o lugar mais frio de toda a viagem! :D)

   Acordei com uma rapariga a fazer o check in no mesmo quarto que eu. Ela começou a falar comigo em Russo e eu, com as minhas expetativas muito em baixo, respondi que não falava a língua. Ao que ela me diz "Ah, tranquilo! Eu também não sou Russa, só cá estou a estudar!"

   Uau, a segunda estrangeira em duas semanas! A Ivana era de França e estava a viver em Irkutsk, era a segunda vez dela em Krasnoyarsk mas a primeira durante o inverno. Disse-lhe que gostava de ir ao parque nacional Stolby mas que estava tão mau lá fora que não sabia se era boa ideia. Ela ainda tentou pedir umas dicas ao rececionista mas também ele nos disse que era melhor não irmos...

   A dada altura alguém tocou à campainha e ouvimos outra vez aquela língua estranha e rara chamada Inglês. A minha reação foi do género "não pode ser! Dois estrangeiros no mesmo dia é milagre!". E não é que foi mesmo?! O Carlo era da Suíça e também estava a fazer parte do Trans Siberiano/Trans Mongol sozinho. Tinha acabado de vir da Mongólia e de Ulan Ude (as minhas duas paragens seguintes) e deu-me imensas dicas importantes!

   Decidimos então ir almoçar juntos e depois dar uma volta. Como não tínhamos conseguido ir ao parque nacional, a Ivana disse-nos que ao pé da universidade havia uma pequena floresta e que podíamos dar uma volta por lá depois de comer. No exato momento em que pusemos os pés fora do hostel, tudo congelou - pestanas, bochechas, nariz, aquele pingo constante dentro do nariz... Basicamente os 5% dos nossos corpos que estavam a descoberto!

   Tivemos um almoço bom e pesado para que conseguíssemos enfrentar os -28'c (sensação térmica de -43'c). Apanhámos um autocarro que nos levou literalmente para fora da cidade e nos deixou no meio do nada, ao lado da Universidade da Sibéria. Oh, dava realmente para sentir a Sibéria! O vento estava tão forte, só acalmou quando nos escondemos pelo meio das árvores.

   Deixo-vos com a prova dessa aventura. Sobrevivemos e ainda comemos panquecas para o jantar e bebemos para nos mantermos quentes! ;D

 

   Com amor,

   Filipa ;*

 

 

 

 

  

 

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